O jogo aparentava ser tarefa fácil, para a milionária equipa de Roberto Mancini, mas engana-se quem pensava desta forma, pois os adeptos da casa não podem ficar desiludidos, com os atributos mostrados pela sua equipa. Num jogo emocionante até ao último minuto, o resultado poderia perfeitamente ter sido favorável ao QPR, e argumentos não faltaram para que, pelo menos, lhe pudesse ter sido atribuido um ponto, como demonstram os 54% de posse de bola.
A equipa da casa até começou por dominar o jogo, e com grande facilidade e enorme passividade da defesa dos citizens, chegaram ao primeiro da partida por intermédio de Jay Bothroyd, à passagem do minuto 28. Num livre batido por Joey Barton, o avançado do QPR saltou, livre de marcação, e não teve problemas para fazer o golo. Já ao cair do pano da primeira metade, lançado em velocidade, Edin Dzeko (43') driblou três adversários e com um remate cruzado à entrada da área, fez o golo do empate.
Com um puxão de orelhas ao intervalo, o Manchester City entrou dominante e numa jogada de insistência, a bola acaba nos pés do inevitável David Silva (52') que já na área contraria pôs os visitantes em vantagem pela primeira vez na noite. Os Hoops não desistiram do jogo e chegaram mesmo ao empate através do cabeceamento de Heidar Helguson (69'), num lance em que a defesa do City ficou a pedir um fora-de-jogo inexistente, que o árbitro, bem colocado, não viu.
Após o empate, nenhuma das equipas parecia satisfeita, e começaram a arriscar um pouco mais, com os erros a acumularem-se de parte a parte. No final, e à semelhança do que já havia acontecido durante a semana, foi Yaya Touré (74') a decidir o encontro, na resposta a um cruzamento da esquerda de Kolarov.
Desta forma, o costa-marfinense volta a ser considerado o melhor em campo e a ser decisivo para a sua equipa, que recupera a vantagem sobre o Manchester United e se afirma como líder do campeonato.
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